No dia 24 deste mês completam-se cinqüenta anos sem o “pai dos pobres”.
   Getúlio Dornelles Vargas deixa a vida para entrar na história.

   Há exatamente meio século, o Brasil se choca com a notícia que Vargas cometera um suicídio. Suicídio este que alguns defendem a tese de “um suicídio terceirizado”, uma tramóia bem a la Agatha Christie.

   Sem Poirot para desvendar tal fato,  a morte de Getúlio é, até os dias de hoje, um “x” na questão. Sem indícios, sem provas concretas, colocou-se no livro de História do Brasil a mesma notícia: que o ex-ditador havia negado a renúncia e acabara por cometer o suicídio.
   Será? Quem suicidou Vargas?
   O Pai dos Pobres, com atuações marcantes em seu governo, garantiu um getulismo fervoroso.

   Celina Vargas (sua neta), em uma entrevista a um jornal carioca,  disse preferir apontar os pontos positivos da Era Vargas, como: Petrobrás, CSN, BNDES, SPVEA, leis trabalhistas (carga horária, décimo terceiro,...), etc. E recusa-se a falar do filme “Olga”.

   Olga, mulher do líder comunista Luis Carlos Prestes, fora mandada, pelo avô de Celina Vargas, para Hitler; mais tarde sendo separada de seu filho de um ano de idade e morta no campo de concentração.

   Estou um bom tempinho a fim de ler um dos (e por que não todos?) seguintes livros sobre o tema:

  • O homem que matou Getúlio Vargas (Jô Soares)
    Romance com uma mistura de ficção com realidade.
  • Getúlio (Juremir R. Machado)
    Romance de uma trilogia temática: poder, solidão e morte.
  • Quem matou Vargas? (Carlos H. Conyn)
    Inicialmente, "Quem Matou Vargas" foi publicado em capítulos semanais na revista Manchete, em 1967. A pressão da censura federal de então fez o escritor adiar por cinco anos a reunião dos artigos em um livro, lançado este ano.

   Se alguém já leu um destes livros ou viu o filme “Olga”, comente sobre ele(s) também.



 Escrito por Leandro Vallim
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Quanto tempo sem escrever nesta espelunca.
A pedido do ilustre, chato e bacana-babacana Rubens Vitti - vulgo Rubinhow - escrevo aqui.
Rubinhow, obrigado por lembrar das futilidades. (um abraço!)

Uma boa bunda (pra garantir o ibope)
Uma bunda boazuda(pra garantir o ibope do blog)

   Em primeiro lugar, gostaria de dizer que eu odeio blogs, a começar pelo meu. Mas mais ainda aqueles do tipo diário. Seja de uma menina aborrecente e rebelde sem calça, ou seja de um garoto contando a sua noitada em um baile funk no subúrbio do Rio de Janeiro.
   E lá vem aquela chatice: "Hoje eu acordei, olhei no espelho e senti raiva da minha casa. Briguei com fulana e escutei Nirvana." - Isso é bem do tipo daquela chatice que falei antes. Isso me incomoda. E a pessoa ainda tem a cara de pau de falar "passa no meu blog". Esta frase também me irrita, a "passa no meu blog". Irritar mais ainda é pedir para deixar um comentário. Odeio comentar em blogs. Não gosto.
   Queria saber quem foi o ser que inventou esta febre - que me contagiou também, por osmose. Eu tenho blog, estou na ralé.
   Mas como toda regra tem sua exceção (será?), me contradigo apontando os blogs ao lado. Estes que, ao entrar a leitura é o fundamental e comentar é o impulso (por osmose também, talvez). Coisa febril, não tão inútil. Ou quase útil. Útil mesmo.
   Mas, hein...entre no meu blog, comente no meu blog, abra o meu blog, favorite o meu blog, critique o meu blog, odeie o meu blog,...



 Escrito por Leandro Vallim
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